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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Coitadinhos

Diz Daniel Oliveira, no Arrastão:
O sindicalismo não é um hobby. Negociações, acompanhamento de sócios e administração de recursos exigem esforço e profissionalismo. Em países europeus civilizados, onde as empresas querem ter interlucutores bem preparados, isto é valorizado. Mas não o é no Terceiro Mundo. Aí, no lugar da promoção da organização dos trabalhadores está no populismo anti-sindical, de que este governo, que se diz de esquerda, é ferveroso militante.
(destaques meus)
Mesmo assumindo que o trabalho dos sindicatos é importante, estes não deveriam representar os trabalhadores? Se os trabalhadores são os beneficiados, porque não contribuem uma parte do seu (injustamente) inflacionado salário para pagar os sindicalistas?
Numa luta de classes entre a classe trabalhadora e a empregadora, Daniel Oliveira não vê os problemas de agência inerentes ao facto dos sindicalistas serem pagos pelo maior inimigo?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Parece

Se lermos este post de Vital Moreira, ficamos com a impressão que o Governo, após dura lut para negociar um novo Acordo de Empresa, acabou por retirar os "inaceitáveis privilégios dos próprios dirigentes sindicais" (negrito do próprio).
Se lermos esta notícia, do Público, que é referido, afinal apenas os dirigentes dos sindicatos que não assinaram o contrato é que perderam o previlégio.
Hmmmm, para esses o previlégio já não é inaceitável, ou estes são mais iguais que os outros? Ao que parece os dirigentes sindicais que queriam mesmo manter os seus previlégios apenas tiveram que assinar e calar as suas hostes. Alguém me explica por que raio é que os dirigentes sindicais são pagos pela CTT?