Teixeira dos Santos: "Não há GPS para a crise, temos de nos guiar pelas estrelas, o problema são as nuvens"
Engraçado, porque de acordo com o nosso primeiro ministro (não encontro link, mas procurar antes da recessão), o novo Keynes e Vital Moreira, parece que a solução é fácil e óbvia - Investimento público, quanto mais melhor e em todos os projectos possíveis.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Políticas de Estabilização: A Versão Hippie
É um dos tópicos mais discutidos do momento. Assumindo que vem aí uma crise, há duas questões essenciais. A primeira prende-e com os custos de uma crise. Se a crise não tem custos, não faz qualquer sentido seguir uma "política de estabilização". Por outro lado, é também importante perceber se o Estado consegue contrariar os efeitos da crise. Se a intervenção do estado só piorar as coisas, obviamente que é melhor esperar que a tempestade passe.
Este post tratará da primeira questão. Os custos dos ciclos e das crises económicas são uma questão muitas vezes visitada por economistas. Grande parte das pessoas que são contra a intervenção estatal perante uma crise acham os seus custos negligenciáveis. Se isso é uma comparação com os benefícios da intervenção governamental nunca fica muito claro, mas há coisas que são claras: por exemplo, um ajustamento industrial como resultado da crise, por exemplo, o fecho de fábricas de automóveis em Portugal, envolveria o despedimento de milhares de trabalhadores.
Deixo os detalhes para quem quiser seguir o paper, mas num estudo sobre felicidade, Justin Wolfers (co-autor de Mankiw para quem está preocupado se se trata de um Macroeconomista decente), revisita os efeitos da volatilidade económica em medidas do bem-estar agregado. Olhando apenas para os últimos 30 anos, referidos no meio académico como o período da "Grande Moderação", precisamente pela redução na volatilidade de variáveis económicas, ele chega a conclusões surpreendentes:
Este post tratará da primeira questão. Os custos dos ciclos e das crises económicas são uma questão muitas vezes visitada por economistas. Grande parte das pessoas que são contra a intervenção estatal perante uma crise acham os seus custos negligenciáveis. Se isso é uma comparação com os benefícios da intervenção governamental nunca fica muito claro, mas há coisas que são claras: por exemplo, um ajustamento industrial como resultado da crise, por exemplo, o fecho de fábricas de automóveis em Portugal, envolveria o despedimento de milhares de trabalhadores.
Deixo os detalhes para quem quiser seguir o paper, mas num estudo sobre felicidade, Justin Wolfers (co-autor de Mankiw para quem está preocupado se se trata de um Macroeconomista decente), revisita os efeitos da volatilidade económica em medidas do bem-estar agregado. Olhando apenas para os últimos 30 anos, referidos no meio académico como o período da "Grande Moderação", precisamente pela redução na volatilidade de variáveis económicas, ele chega a conclusões surpreendentes:
- Desemprego e Inflação reduzem significativamente medidas agregadas de satisfação, felicidade e bem-estar.Antes que o Paulo nos distraia com comentários sobre as potenciais políticas casamenteiras do governo socialista, quero já dizer que sou totalmente a favor. Volta Vieira.
- Sentimentos de depressão e inutilidade aumentam com o desemprego, e sentimentos de confiança, felicidade e satisfação com a vida descem todos.
- A confiança nas instituições políticas e no sector privado desce.
- Comparados com os efeitos (pequenos) encontrados por Lucas (1987), os benefícios de reduzir a volatilidade dos ciclos económicos são grandes.
- Aparentemente, e refere-se a mais literatura para este ponto, factores como emprego e estado matrimonial são mais importantes para o bem-estar que o rendimento.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Double Think económico
No blog Marginal Revolution:
4. I no longer understand Krugman's overall story. He notes that the New Deal years saw a good bit of recovery (I agree), he notes that fiscal policy was not very expansionary (I agree), he believes there was a liquidity trap (I don't agree), and he believes that positive supply shocks run up against a more or less vertical AD curve and thus don't help output (I don't agree). Given all of Krugman's views, AS doesn't much matter and AD didn't much expand. So what exactly drove the (partial) recovery of the 1930s?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
À mesa de almoço
"É incrível que em 60 anos de ciência macroeconómica e milhares de artigos publicados, metade dos economistas hoje em dia não consigam melhor do que citar um economista dos anos 30."
Já agora, quando primeiro tentadas não funcionaram.
Já agora, quando primeiro tentadas não funcionaram.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Incentivos fiscais: ou talvez não?
No seu post anterior Gonçalo, encaminha-nos para um post de Krugman (prémio Nobel da Economia pelo seu trabalho em economia de trocas internacionais, ou lá como se traduz isso, e localização de actividade económica). Talvez por mera curiosidade, um muito conceituado macroeconomista, Greg Mankiw, escreveu no mesmo dia um artigo menos optimista sobre o funcionamento dos incetivos fiscais:
Ou, ainda:
Como Mankiw frisa, e bem, muito pouco se sabe sobre os ciclos ecónicos e a política económica ideal. Não será um bocado arriscado promover planos de investimento gigantes nestas condições?
For example, here is the conclusion of Andrew Mountford and Harald Uhlig (a prominent econometrician now at the University of Chicago) in an empirical study called "What are the Effects of Fiscal Policy Shocks?":
Our main results are that
* a surprise deficit-financed tax cut is the best fiscal policy to stimulate the economy
* a deficit[-financed government] spending shock weakly stimulates the economy.
* government spending shocks crowd out both residential and non-residential investment without causing interest rates to rise.
Ou, ainda:
An earlier, related paper by Olivier Blanchard and Roberto Perotti called "An Empirical Characterization Of The Dynamic Effects Of Changes In Government Spending And Taxes On Output" reported similar anomalous results:
we find that both increases in taxes and increases in government spending have a strong negative effect on private investment spending. This effect is consistent with a neoclassical model with distortionary taxes, but more difficult to reconcile with Keynesian theory: while agnostic about the sign, Keynesian theory predicts opposite effects of tax and spending increases on private investment. This does not appear to be the case.
Como Mankiw frisa, e bem, muito pouco se sabe sobre os ciclos ecónicos e a política económica ideal. Não será um bocado arriscado promover planos de investimento gigantes nestas condições?
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