Quando os anglicismos atingem níveis ridículos.
(O título dá a sensação que "lay-off" é uma espécie de creme para as borbulhas)
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
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Teixeira dos Santos: "Não há GPS para a crise, temos de nos guiar pelas estrelas, o problema são as nuvens"
Engraçado, porque de acordo com o nosso primeiro ministro (não encontro link, mas procurar antes da recessão), o novo Keynes e Vital Moreira, parece que a solução é fácil e óbvia - Investimento público, quanto mais melhor e em todos os projectos possíveis.
Engraçado, porque de acordo com o nosso primeiro ministro (não encontro link, mas procurar antes da recessão), o novo Keynes e Vital Moreira, parece que a solução é fácil e óbvia - Investimento público, quanto mais melhor e em todos os projectos possíveis.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Why Paulo is Wrong
Há algum tempo atrás o economista Luigi Zingales escreveu um artigo argumentando que seria melhor deixar as empresas falir do que fazer bailouts. "Why Paulson is Wrong" rapidamente chegou à porta do gabinete do Paulo, colocado por um companheiro de gabinete. Era sabido que o Paulo concordava em geral com o artigo e não demorou muito até alguém riscar o S e o N, passando a ler-se: "Why Paulo is Wrong".
Eu sei, um programa de doutoramento é um lugar entusiasmante.
Neste post, destaco a contribuição do economista Ricardo Caballero que argumenta que o Paulo está errado em três pontos essenciais:
1. Causas da crise: Não foi política monetária.
Eu sei, um programa de doutoramento é um lugar entusiasmante.
Neste post, destaco a contribuição do economista Ricardo Caballero que argumenta que o Paulo está errado em três pontos essenciais:
1. Causas da crise: Não foi política monetária.
The immediate consequence of the high demand for store-of-value instruments was a sustained decline in real interest rates. Conventional wisdom blames these low rates on loose monetary policy, but this position is difficult to reconcile with facts from the period of the so-called “Greenspan conundrum’’ – when tightening monetary policy had virtually no impact on long rates. In my view, the solution to the apparent conundrum is that low long rates were driven by the large demand for store-of-value instruments, not short-term monetary policy considerations.2. Houve erros de política mas essencialmente cometidos depois da crise ter começado.
Early on in the crisis, there was a nagging feeling that policy was behind the curve; then came the “exemplary punishment” (of shareholders) policy of Secretary Paulson during the Bear Stearns intervention, which significantly dented the chance of a private capital solution to the problem; and finally, the most devastating blow came during the failure to support Lehman. The latter unleashed a very different kind of recession, where uncertainty ravaged all forms of explicit and implicit financial insurance markets.3. Há espaço para a intervenção estatal através de garantias governamentais (e evitando a falência de algumas empresas).
In a nutshell, I have argued that, by now, fear has distorted the price of risk and its insurance to an extreme. In this context, it makes little sense to apply the ordinary recipe of restructuring and liquidation that works during normal times. The main role of the government should be to provide insurance against systemic events at non-Knightian prices. This recipe applies as much during as after the crisis.Vale a pena ler o artigo todo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
A legacia de Bush
Por alguma razão todos os comentadores políticos (e não só) teimam em insistir em colocar na péssima legacia de George Bush a crise económica e financeira mundial. Alguém me explica o que foi que Bush fez para contribuir para ela? Que políticas alternativas devia ter seguido mas não seguiu?
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Esqueçam lá os sub-primes...
... o colapso do sistema financeiro internacional, a crise de sobre-endividamento dos países ocidentais, a culpada foi encontrada:
Manuela Ferreira Leite
Por toda a crise no mundo!
Manuela Ferreira Leite
Por toda a crise no mundo!
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domingo, 4 de janeiro de 2009
Estímulo fiscal: recomendações do FMI
Como o fazer:
Based on lessons extracted from past crises, the IMF argues that fiscal stimulus should be:
- Timely (as there is an urgent need for action),
- Large (because the drop in demand is large),
- Lasting (as the recession will likely last for some time),
- Diversified (as there is uncertainty regarding which measures will be most effective),
- Contingent (to indicate that further action will be taken, if needed),
- Collective (all countries that have the fiscal space should use it given the severity and global nature of the downturn), and
- Sustainable (to avoid debt explosion in the long run and adverse effects in the short run).
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sábado, 20 de dezembro de 2008
O problema da concentração de poder
Dias depois da recusa do Senado, Bush "ajuda Detroit".
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
A visão de um microeconomista sobre a crise
Mario Rizzo sobre os bailouts:
The conventional macroeconomic diagnosis and proposed cures ignore many important factors, including the following:
The “irrationality” is not primarily in the system’s response to the initial financial impulse but in the unsustainable expansion of the housing and other capital markets in the first place. Proposals to prop up the housing market as if its contraction is some kind of unfortunate over-reaction are not credible. Too many resources went into the housing market due to the low interest-rate policy the Fed followed for too long. While housing prices have fallen recently in many markets, they need to fall further. Markets should be allowed to equilibrate.
Equilibrium in the housing market would provide greater transparency to the value of mortgage-backed securities. Lack of certainty about housing prices and the ultimate extent of foreclosures only adds to the problems surrounding the illiquidity of these securities.
Government infusion of capital with the purpose of restoring the status-quo ante ignores the fact that, for example, Fannie and Freddie were over-expanded, the domestic automobile industry is a destroyer of scarce capital, some financial firms did a poor job of allocating risk, banks extended loans under the pressure of the government to people who should not own homes and so forth. Resources were misallocated.
Recessions are not simply crises of confidence or of insufficient demand (due to increases in the demand to hold money). They also have their allocational – or microeconomic – aspects. I suggest that these systemic distortions have an important role in creating the aggregate phenomenon we are witnessing. To treat these distortions and their cure as relatively unimportant is a mistake. In my view investor and consumer confidence follows the correction of the underlying causative distortions and does not precede them. In fact, the dominant macroeconomic policy-framework does not leave room for correcting distortions at all because its basic theme is to restore, prop up, and maintain the current direction of resources.
I do not think that these hastily devised macroeconomic schemes will succeed in promoting recovery because they ignore the microeconomic fundamentals. I do fear, however, that will succeed in fundamentally transforming our economic system for the worse.
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O Futebol e o conhecimento
Depois de por várias vezes ter ajudado milhões de portugueses e outros tantos (provavelmente mais) benfiquistas com as contas matemáticas, o mundo do futebol vem agora ensinar-nos uma lição básica de economia:
Se a moeda desvaloriza, as exportações aumentam.
Real Madrid aproveita desvalorização da libra para preparar “ataque” a Cristiano Ronaldo
Se a moeda desvaloriza, as exportações aumentam.
Real Madrid aproveita desvalorização da libra para preparar “ataque” a Cristiano Ronaldo
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Políticas de Estabilização: A Versão Hippie
É um dos tópicos mais discutidos do momento. Assumindo que vem aí uma crise, há duas questões essenciais. A primeira prende-e com os custos de uma crise. Se a crise não tem custos, não faz qualquer sentido seguir uma "política de estabilização". Por outro lado, é também importante perceber se o Estado consegue contrariar os efeitos da crise. Se a intervenção do estado só piorar as coisas, obviamente que é melhor esperar que a tempestade passe.
Este post tratará da primeira questão. Os custos dos ciclos e das crises económicas são uma questão muitas vezes visitada por economistas. Grande parte das pessoas que são contra a intervenção estatal perante uma crise acham os seus custos negligenciáveis. Se isso é uma comparação com os benefícios da intervenção governamental nunca fica muito claro, mas há coisas que são claras: por exemplo, um ajustamento industrial como resultado da crise, por exemplo, o fecho de fábricas de automóveis em Portugal, envolveria o despedimento de milhares de trabalhadores.
Deixo os detalhes para quem quiser seguir o paper, mas num estudo sobre felicidade, Justin Wolfers (co-autor de Mankiw para quem está preocupado se se trata de um Macroeconomista decente), revisita os efeitos da volatilidade económica em medidas do bem-estar agregado. Olhando apenas para os últimos 30 anos, referidos no meio académico como o período da "Grande Moderação", precisamente pela redução na volatilidade de variáveis económicas, ele chega a conclusões surpreendentes:
Este post tratará da primeira questão. Os custos dos ciclos e das crises económicas são uma questão muitas vezes visitada por economistas. Grande parte das pessoas que são contra a intervenção estatal perante uma crise acham os seus custos negligenciáveis. Se isso é uma comparação com os benefícios da intervenção governamental nunca fica muito claro, mas há coisas que são claras: por exemplo, um ajustamento industrial como resultado da crise, por exemplo, o fecho de fábricas de automóveis em Portugal, envolveria o despedimento de milhares de trabalhadores.
Deixo os detalhes para quem quiser seguir o paper, mas num estudo sobre felicidade, Justin Wolfers (co-autor de Mankiw para quem está preocupado se se trata de um Macroeconomista decente), revisita os efeitos da volatilidade económica em medidas do bem-estar agregado. Olhando apenas para os últimos 30 anos, referidos no meio académico como o período da "Grande Moderação", precisamente pela redução na volatilidade de variáveis económicas, ele chega a conclusões surpreendentes:
- Desemprego e Inflação reduzem significativamente medidas agregadas de satisfação, felicidade e bem-estar.Antes que o Paulo nos distraia com comentários sobre as potenciais políticas casamenteiras do governo socialista, quero já dizer que sou totalmente a favor. Volta Vieira.
- Sentimentos de depressão e inutilidade aumentam com o desemprego, e sentimentos de confiança, felicidade e satisfação com a vida descem todos.
- A confiança nas instituições políticas e no sector privado desce.
- Comparados com os efeitos (pequenos) encontrados por Lucas (1987), os benefícios de reduzir a volatilidade dos ciclos económicos são grandes.
- Aparentemente, e refere-se a mais literatura para este ponto, factores como emprego e estado matrimonial são mais importantes para o bem-estar que o rendimento.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Incentivos fiscais revisitados
Segundo Vital Moreira, no blogue Causa Nossa:
Claro que o facto de que toda a evidência de que a ajuda ao consumo funciona melhor do que os investimentos públicos. De que, por exemplo, mesmo quando não sobem a taxa de juro, os investimentos públicos têm o efeito de diminuir o investimento privado, como aliás Roosevelt notou. E de que foi a política monetária e não os investimentos públicos que levaram à recuperação da economia norte-americana.
Obviamente, tudo isso não serve de nada quando Sarkozy diz o contrário.
Ao anunciar um maciço pacote de intervenção pública para combater a crise, o Presidente Sarkozy declarou enfaticamente que «a resposta à crise é o investimento», para sustentar o emprego e o crescimento económico, e não a ajuda ao consumo.
Tem razão. Entre nós, porém, há na oposição quem proponha a suspensão do investimento público e a descida de impostos...
Claro que o facto de que toda a evidência de que a ajuda ao consumo funciona melhor do que os investimentos públicos. De que, por exemplo, mesmo quando não sobem a taxa de juro, os investimentos públicos têm o efeito de diminuir o investimento privado, como aliás Roosevelt notou. E de que foi a política monetária e não os investimentos públicos que levaram à recuperação da economia norte-americana.
Obviamente, tudo isso não serve de nada quando Sarkozy diz o contrário.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Autismo
O Miguel, n'O Insurgente, escreveu o meu próximo post antes de mim:
Problema: Crise financeira provocada por sobre-investimento no sector imobiliário.
Solução: Promover o investimento no sector imobiliário.
Eu sei, eu sei, isto é tudo uma conspiração dos investidores privados contra o governo, que tem que responder com uma mão dura!
WSJ
The Treasury Department is considering a plan to revitalize the U.S. home market that would push down interest rates for loans to purchase a home, according to people familiar with the matter.
The plan, which is in the development stage, would temporarily use the clout of mortgage giants Fannie Mae and Freddie Mac to encourage banks to lend at rates as low as 4.5%, more than a full point lower than prevailing rates for standard 30-year fixed-rate mortgages
Se bem me lembro, a actual crise deriva de uma “bolha” no mercado imobiliário induzida pelas baixas taxas de juro e de outros estimulos estatais conduzidos, em parte, pelas FM’s. Se não me engano, a adminsitração americana prepara-se para fazer exactamente o mesmo.
Problema: Crise financeira provocada por sobre-investimento no sector imobiliário.
Solução: Promover o investimento no sector imobiliário.
Eu sei, eu sei, isto é tudo uma conspiração dos investidores privados contra o governo, que tem que responder com uma mão dura!
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Double Think económico
No blog Marginal Revolution:
4. I no longer understand Krugman's overall story. He notes that the New Deal years saw a good bit of recovery (I agree), he notes that fiscal policy was not very expansionary (I agree), he believes there was a liquidity trap (I don't agree), and he believes that positive supply shocks run up against a more or less vertical AD curve and thus don't help output (I don't agree). Given all of Krugman's views, AS doesn't much matter and AD didn't much expand. So what exactly drove the (partial) recovery of the 1930s?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Expliquem-me, por favor
U.S. service industries contracted in November at the fastest pace on record, sinking the economy deeper into what may become the worst recession in decades.
The Institute for Supply Management’s index of non- manufacturing businesses, which make up almost 90 percent of the economy, fell to 37.3, the lowest level since records began in 1997, from 44.4 the prior month, the Tempe, Arizona-based ISM said. Readings below 50 signal contraction.
in Bloomberg
Deixem lá ver se percebi bem.
Premissa: O Sector não-manufactureiro teve a maior queda desde 1997 (há 11 anos atrás).
Conclusão: Vamos ter a pior recessão em décadas.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Incentivos Fiscais: É como o Comunismo.
O título do capítulo recomendado no meu post anterior é Fiscal Policy Works When It Is Tried. Algumas citações relevantes:
Yet the statement is often made that fiscal policy has already been tried and failed in Japan. Claims are made of variously 65 to 75 trillion yen spent in total stimulus efforts since 1991, even before the currently announced package. (...)Respondendo ao Paulo, claro que é arriscado, mas provavelmente nunca foi tão pouco arriscado como agora.
The reality of Japanese fiscal policy in the 1990s is less mysterious and, ultimately, more disappointing. The actual amount injected into the economy by the Japanese government—through either public spending or tax reductions—was 23 trillion yen, about a third of the total amount announced.
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Incentivos Fiscais II: Funcionam!
O Paulo escreveu que:
Ao contrário disso, há muitos poucos estudos sobre o efeito do investimento público no crescimento.Antes de ler, apenas queria deixar aqui a recomendação do Prémio McComuna deste ano.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Incentivos Fiscais: Resposta I
O Paulo argumenta aqui que
Quanto a usar estas estimativas para extrapolar efeitos de descidas endógenas ou em períodos de crise, isso depende da boa vontade do leitor e não é claramente argumentado pelos autores. Repare-se que eles definem mudanças de impostos exógenas como:
Já agora, é interessante ler no mesmo artigo que o aumento de impostos para corrigir um défice deixado por um governo anterior não afecta o crescimento:
as descidas temporárias dos impostos em tempos de crise têm de facto um efeito de promover o consumo.Na verdade não argumenta. Remete antes para um estudo de Christina Romer com David Romer. No entanto, lendo o paper (eu não li mas tive oportunidade de ver a apresentação há uns tempos), percebemos que Romer estuda o efeito de descidas de impostos "exógenas". Afinal, as únicas cujos efeitos sobre variáveis endógenas como o Consumo, o Investimento e o Produto, se podem identificar correctamente através de regressões.
Quanto a usar estas estimativas para extrapolar efeitos de descidas endógenas ou em períodos de crise, isso depende da boa vontade do leitor e não é claramente argumentado pelos autores. Repare-se que eles definem mudanças de impostos exógenas como:
(i) addressing an inherited budget deficitE apenas estudam o efeitos de variações deste género.
(ii) and promoting long-run growth
Já agora, é interessante ler no mesmo artigo que o aumento de impostos para corrigir um défice deixado por um governo anterior não afecta o crescimento:
Finally, we find suggestive evidence that tax increases to reduce an inherited budget deficit do not have the large output costs associated with other exogenous tax increases. This is consistent with the idea that deficit driven tax increases may have important expansionary effects through expectations and long-term interest rates, or through confidence.Se quisermos abusar descaradamente na interpretação pode-se ler que aumentar os impostos no futuro para financiar os pacotes de incentivos fiscais não tem custos nenhuns.
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domingo, 30 de novembro de 2008
Uma pergunta pertinente
What are the times in history -- whether in the U.S. or elsewhere -- when a large-scale application of expansionary fiscal policy has been effective in raising a country out of a recession or depression?
I've already discussed World War II and the United States, so whether or not you agree with me there is no need to mention that episode again. I'm not (yet) looking for a debate rather I am conducting an opinion poll. Over the next few weeks or months I hope to investigate some of the cases you mention and see what is the verdict of history.
in Marginal Revolution
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