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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Why Paulo is Wrong

Há algum tempo atrás o economista Luigi Zingales escreveu um artigo argumentando que seria melhor deixar as empresas falir do que fazer bailouts. "Why Paulson is Wrong" rapidamente chegou à porta do gabinete do Paulo, colocado por um companheiro de gabinete. Era sabido que o Paulo concordava em geral com o artigo e não demorou muito até alguém riscar o S e o N, passando a ler-se: "Why Paulo is Wrong".

Eu sei, um programa de doutoramento é um lugar entusiasmante.

Neste post, destaco a contribuição do economista Ricardo Caballero que argumenta que o Paulo está errado em três pontos essenciais:

1. Causas da crise: Não foi política monetária.
The immediate consequence of the high demand for store-of-value instruments was a sustained decline in real interest rates. Conventional wisdom blames these low rates on loose monetary policy, but this position is difficult to reconcile with facts from the period of the so-called “Greenspan conundrum’’ – when tightening monetary policy had virtually no impact on long rates. In my view, the solution to the apparent conundrum is that low long rates were driven by the large demand for store-of-value instruments, not short-term monetary policy considerations.
2. Houve erros de política mas essencialmente cometidos depois da crise ter começado.
Early on in the crisis, there was a nagging feeling that policy was behind the curve; then came the “exemplary punishment” (of shareholders) policy of Secretary Paulson during the Bear Stearns intervention, which significantly dented the chance of a private capital solution to the problem; and finally, the most devastating blow came during the failure to support Lehman. The latter unleashed a very different kind of recession, where uncertainty ravaged all forms of explicit and implicit financial insurance markets.
3. Há espaço para a intervenção estatal através de garantias governamentais (e evitando a falência de algumas empresas).
In a nutshell, I have argued that, by now, fear has distorted the price of risk and its insurance to an extreme. In this context, it makes little sense to apply the ordinary recipe of restructuring and liquidation that works during normal times. The main role of the government should be to provide insurance against systemic events at non-Knightian prices. This recipe applies as much during as after the crisis.
Vale a pena ler o artigo todo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Monstro Apresenta...

Paulo


O Paulo pode ser descrito como um libertário ortodoxo, um verdadeiro purista. Para ele a realidade só faz sentido se for discutida num plano ideal e hiper-racional. Não o preocupa a sua própria irrelevância ou ser maquinado por interesses especiais com os quais possa ou não concordar, desde que vá alimentando os seus dogmas. Ele é contra o Governo, contra as mudanças climáticas, contra a justiça social, contra quase tudo o que te preocupa e tem razão, porque para ele, a tua ansiedade resulta essencialmente da ignorância: ou não sabes os facto certo, ou não entendes completamente o problema ou não o estás a examinar sobre a luz mais pura. E para a próxima, podias pensar antes de te queixares.

Gonçalo

O Gonçalo acredita que todos os males do mundo, desde o aquecimento global até à fome em África, passando pela sida, a malária e o facto de que tu, o leitor, estás desempregado, se resolveriam com um bocadinho mais de intervenção do Estado. Ele acredita que os nossos líderes são uma espécie de "planeador social" que só quer o bem de todos nós e que nos ajuda a tomar todas as decisões de uma forma acertada. Acredita que os mercados, desde o financeiro ao mercado de preservativos, estão todos desregulados e que a ganância dos capitalistas nos vai levar a uma crise de valores que, por sua vez, vai contribuir para o fim do mundo. No entanto, com a chegada do Sr. Obama à Casa Branca vamos finalmente ter felicidade em todo o mundo e Paz Eterna.

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Apesar de os dois saberem mais do que tu eles estão dispostos a ler e responder a comentários, incluindo SPAM (por vezes a pasta mais interessante da caixa de correio), com a mesma dedicação com que respondem aos seus insultos mútuos.