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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fratícidio

Diz João Eduardo Severino:
No interior do PSD vivem-se momentos agitados e de algum mal-estar na sequência dos passos perdidos... Do quê? São os passos dados por Luís Filipe Menezes que não pára de guerrear Manuela Ferreira Leite. São os passos do braço-direito de Menezes que pede a demissão de Paulo Rangel. São os passos de Pedro Santana Lopes que aproveitando a cerimónia alusiva a Sá Carneiro meteu-se por terrenos divisionistas. São os passos de Pacheco Pereira que continua a manifestar os seus ódios de estimação por outros companheiros do partido. São os passos de Marcelo Rebelo de Sousa que entrou na contradição plena. E são os passos do Passos Coelho, a quem a divina inspiração lhe transmitiu que deve tudo tentar para destronar a actual líder do partido fingindo sempre estar a seu lado. No PSD só existem passos perdidos... Sócrates já festeja com champanhe.

É incrível a guerra civil que vai dentro do PSD. Faz lembrar uma cena do Monty Python:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Onde é que eu já ouvi isto?

PSD: Marcelo Rebelo de Sousa esclarece que não é candidato a líder "até 2009 ou depois de 2009"

Marcelo Rebelo de Sousa brinda-nos também com a sua espectacular modéstia:
"Não sou candidato à liderança do PSD certamente até 2009. Em nenhum momento isso está na minha intenção, mas sei lá se isso não acontece", afirmou.

Rebelo de Sousa voltou nessa altura a fazer a parábola da "descida" de Cristo à Terra e admitiu que se viesse a concorrer seria um "mau sinal" para o seu partido.


Basicamente, só vem se for mesmo preciso de salvar o partido. Será que o fará outra vez, como em 1999?
Realmente, seria um "mau sinal" que alguém tenha que voltar a ser candidato à presidência do PSD para o ano. Mas ainda pior sinal seria se o partido se voltasse outra vez para Marcelo Rebelo de Sousa.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Porque nem só de gaffes vive a mulher

Manuela Ferreira Leite, por vezes, também propõe boas políticas económicas.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tenham medo, muito medo (do estado do nosso Português)

E jornalismo também...

Se seguirem este link podem ouvir as declarações da Manuela Ferreira Leite sobre os "seis meses sem democracia" que estão a fazer os títulos de tudo o que é site noticioso de forma oportunista e desonesta.

Comecemos pela legenda da foto do Público.
A líder do PSD diz não acreditar "em reformas, quando se está em democracia"
No ficheiro audio ouvimos a pausa que interrompe bruscamente esta frase. Ouvindo tudo não é díficil de perceber que a frase não ficava ali nem de entender o que Manuela Ferreira Leite está a querer dizer: que em Democracia não se fazem reformas sem a participação das partes por elas afectadas.

Mas o aproveitamento dos "seis meses sem democracia" ainda é mais grave. Concordo que Manuela Ferreira Leite não tem a voz mais expressiva do mundo, mas não reconhecer aquela parte como uma figura de estilo é rídiculo e usar a frase para título é uma deturpação sensacionalista. Já se sabe, muita gente lê apenas os títulos, etc e tal.

É interessante ver as reacções de diferentes partes interessadas. Bernardino Soares do PCP faz política de forma elegante, Alberto Martins do PS é rídiculo e, quando confrontado com a possibilidade de ser ironia, continua a ser rídiculo (e continua a ser política) e Menezes é irrelevante e nem deve ter ouvido as questões que lhe fizeram enquanto falava do túmulo de Sá Carneiro.

Tenham medo, muito medo

Ferreira Leite pergunta se "não seria bom haver seis meses sem democracia" para pôr "tudo na ordem"
Claro que os seis meses, poderiam sempre acabar por ser quase 48 anos...
Sinceramente, começo a perceber porquê que Manuela Ferreira Leite resolveu manter-se calada até agora... Cada vez que abre a boca, parece afastar mais eleitores...