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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um pouco mais de decência, sff

O deliberado silêncio com que a RTP recebeu a notícia de que o relatório afinal não era da OCDE revela uma obscena parcialidade política.
Ainda por cima, quando até o site oficial do PS já o "admitiu".

Sobre o "caso Freeport"

Parece que o problema maior é o timing, não o facto de o primeiro-ministro poder ter estado envolvido num acto de corrupção.
Parece que o nosso primeiro-ministro e todos os seus amigos confiam muito pouco no nosso sistema de justiça. (e no inglês)
Os ex-ministros de Sócrates já o ilibaram.
Vital Moreira, descontente com a "maciça violação" do segredo de justiça, pede mais violações.
O escrutínio dos responsáveis políticos pelos meios de comunicação chateia muito o pessoal daqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mas quem muda sobre o Referendo à Constituição Europeia

...e cria uma entidade com o objectivo de atacar os jornalistas, já tem.
Sócrates: "Não tem credibilidade quem muda sobre o TGV e ataca jornalistas"

4 anos de governo, com maioria absoluta

...não chegam para a "promoção da igualdade é o combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo". Serão precisos mais 4...

No jugular, já se dedicam a atirar foguetes antes da festa.

Porque, como sabemos todos, José Sócrates cumpre sempre o que promete. Pelos vistos, nem todos estão tão excitados.

Sócrates promete

Parece que hoje é o dia em que José Sócrates apresentou as promessas que daqui a quatro anos vai culpar a oposição por não cumprir.

E o pior de tudo é que, pelo andar da carruagem, vai mesmo ser ele a justificar-se em 4 anos...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Investimento Público Estruturante I

Carneiro e Heckman (2003), para os Estados Unidos:



Magalhães (2008), para Portugal:


Notas importantes: a comparação entre os Estados Unidos e Portugal não é óbvia, o pré-escolar termina aos 5/6 anos, há ainda uma área no gráfico relevante acima do pré-escolar e não é imediato que aquela seja a taxa de referência e uma parte essencial da Política é tomar opções complicadas em situações de informação imperfeita. Nem o paper é perfeito.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Teimosia

clipped from www.sedes.pt

Inicialmente o TGV era necessário para desenvolver a economia, não ficarmos fora da Europa e razões equivalentes. O facto das análises custo-benefício, devidamente escrutinadas, não existirem não importava.

Depois, no início da Crise, algumas pessoas (eu incluído) pediam que se repensassem os grandes projectos (GP) pois o esforço financeiro seria perigoso para o resto da economia. A resposta veio certeira e na forma de o autor estar “seduzido por Manuela Ferreira Leite” e as obras estratégicas não param só porque uma pequena crise nos bateu à porta. Os GP são projectos de longo prazo e acima da crise conjuntural.

A crise virou Crise e agora os GP são justificados porque a Crise assim o exige: há que dinamizar a economia, dizem.

Conclusão: os GP são para realizar com Crise ou sem ela ou até por causa dela. As circunstâncias mudam mas o que as pessoas pensam não se altera. Porquê tanta “teimosia”? (com aspas)

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Desta é que é

José Sócrates afirma:

"Esse combate à crise faz-se com investimentos do Estado que tão criticados foram e que podem servir para ajudar muita gente a ter emprego, muita empresa a desenvolver a sua actividade", afirmou.

O problema é que José Sócrates já anda há anos a promover estes investimentos do Estado em projectos como o Magalhães, o TGV, o novo Aeroporto de Lisboa, etc. etc., e isso não parece ter impedido que entrássemos em crise.
Provavelmente, ninguém lhe disse que o estímulo fiscal, para dar resultado, teriam, primeiro que tudo, quer ser em infraestruturas essenciais e com efeitos de spill-over na economia. Para além disso, investimento público ineficiente (algo que, especialmente em Portugal, parece, cada vez mais, um pleonasmo) não tem qualquer efeito positivo na economia, e tem um efeito de diminuir as possibilidades de investimento do sector privado.
A eficiência do sector público é algo que, aliás, Barack Obama se comprometeu a tentar manter, anunciando que “examinar o orçamento federal, página por página, linha por linha, eliminando programas desnecessários e garantindo que aqueles que são mantidos serão eficientes em termos de custos”. (negritos meus)
Obviamente muitos programas desnecessários vão-se manter no Orçamento americano e no português, mas é um bom sinal comprometer-se a acabá-los. Em Portugal, poder-se-ia começar pela linha de TGV Lisboa-Porto ou pela construção de raíz de um novo Aeroporto para Lisboa, pelo menos sem um estudo prévio da viabilidade económica de estes dois projectos.
Sócrates dá também relevo ao facto de que a economia Portuguesa vai encolher menos do que a Europeia, de acordo com as previsões da OCDE, salientando as nossas "previsões menos negativas". Não seria isso de esperar depois de termos crescido abaixo da média europeia desde 2000? Será razão para estar tão contente?

sábado, 15 de novembro de 2008

Todo o investimento público possível

O nosso PM José Sócrates resolveu que chegou a altura de começar a pensar na economia real, prometendo todo o investimento público possível.
Só uma questão? Isso é para além das duas linhas de TGV, do novo Aeroporto de Lisboa, da nova ponte sobre o Tejo, do Magalhães, etc.? Mas o governo não estava já a fazer todo o investimento público possível e imaginário? Ainda é possível mais? Será que vamos conseguir chegar aos défices com dois dígitos?