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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Arbitragem

Em Economia, arbitragem consiste numa operação de compra e venda de um activo com o fim de se obter lucro através da sua diferença de preços em dois mercados distintos.
A lei do mercado efience, ou a lei do preço único, preconizam que num mercado que funcione correctamente isso não pode acontecer. O argumento é que se isso for possível, então toda a gente vai comprar no mercado em que o preço é baixo, subindo o preço e vender onde o preço é alto, baixando o preço.

No entanto, isso parece funcionar no "mercado da virgindade". De facto, como se pode ver aqui, esta pode-se comprar por "apenas" $5.000. E, como se pode ver aqui, pode-se vender por (!!!) 3.7 milhões de dólares!
Será isto uma falha de mercado?

Gosto bastante desta frase de Dylan, que resume a essência da economia de mercado:
"I think me and the person I do it with will both profit greatly from the deal," Dylan told the paper.

BRAVO!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fim do mundo Versão 1000 ponto 0

No Diário Económico, Comunidade internacional tem um ano para salvar o Planeta:

"Continuar assim provocaria ameaças de uma intensidade nunca vista: enormes secas e inundações, ciclones devastadores, pandemias de doenças tropicais (...) e mesmo conflitos armados e migrações sem precedentes", afirmou, aconselhando os negociadores a não "cederem aos obscuros interesses privados (quando) devemos modificar o perigoso rumo que a humanidade tomou."
(...)"Têm um ano, de agora, até Copenhaga. O tempo voa. É preciso andar a uma velocidade superior", disse, admitindo que a crise financeira vai complicar a tarefa.


Na XIV Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, mais uma vez, foi adoptado um tom alarmista, ao estilo dos vários prometidos "anti-cristos", sobre as alterações climáticas. Fomos, agora, informados a comunidade internacional de que só temos um ano mais para salvar o Planeta (tal como o bug Y2K ia destruir a humanidade em 2000). Sinceramente, acho que todos estas declarações apocalípticas não fazem nada senão tirar a credibilidade ao problema das mudanças climáticas. Já repararam na semelhança da primeira declaração com várias referências bíblicas e históricas ao apócalipse? Quanto à referência aos "obscuros interesses privados" abstenho-me de comentar. Apenas questiono, existem interesses não privados? Ou apenas os dos bondosos senhores do GIEC é que não são obscuros?

Nota: ao contrário do que o Monstro diz, eu não sou contra as alterações climáticas. A comunidade de climatólogos parece estar maioritariamente de acordo(embora não unanimamente, como alguns gostam de afirmar, logo apelidadando os restantes de "negacionistas") em que o Mundo está a aquecer e a culpa é, pelo menos em parte, nossa. Parece haver, também, algum consenso que temos que reverter esse processo. Mas não, o mundo não vai acabar se não agirmos daqui a um ano e o Planeta vai sobreviver (aliás, com quase toda a probabilidade o Planeta sobreviver-nos-á a nós, Humanos). Até concordo com medidas como o cap-and-trade proposto por Barack Obama, mas penso que o mais adequado seria num imposto Pigou, porque alinha incentivos privados com os da sociedade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

À falta de melhor...

IN ADDITION to prostitution, add fortune telling to the list of countercyclical industries. Psychics around America are reporting a large spike in demand for their services. Anecdotally, men become more likely to see psychics during hard economic times. The article linked above suggests that male clients desire a sense of control amongst volatility and uncertainty.
Or maybe they simply need a kind, sympathetic ear. Even the most ardent sceptics do not deny that psychics are great listeners and exceptionally intuitive. And to be fair, even the most experienced and knowledgeable investors are struggling to predict what will happened to markets these days. Why not give fortune tellers a shot? They're cheaper than therapists and investment advisors, and potentially as effective.
(negritos meus)

Parece que, com a crise, o pessoal tem que acreditar em quem pode. Tirado de aqui.