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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Arbitragem

Em Economia, arbitragem consiste numa operação de compra e venda de um activo com o fim de se obter lucro através da sua diferença de preços em dois mercados distintos.
A lei do mercado efience, ou a lei do preço único, preconizam que num mercado que funcione correctamente isso não pode acontecer. O argumento é que se isso for possível, então toda a gente vai comprar no mercado em que o preço é baixo, subindo o preço e vender onde o preço é alto, baixando o preço.

No entanto, isso parece funcionar no "mercado da virgindade". De facto, como se pode ver aqui, esta pode-se comprar por "apenas" $5.000. E, como se pode ver aqui, pode-se vender por (!!!) 3.7 milhões de dólares!
Será isto uma falha de mercado?

Gosto bastante desta frase de Dylan, que resume a essência da economia de mercado:
"I think me and the person I do it with will both profit greatly from the deal," Dylan told the paper.

BRAVO!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Obummer XI: Double speak ou nationalização

No New York Times:
“We don’t want government to run companies,” Mr. Obama told Tom Brokaw on “Meet the Press.” “Generally, government historically hasn’t done that very well.”

But what Mr. Obama went on to describe was a long-term bailout that would be conditioned on federal oversight. It could mean that the government would mandate, or at least heavily influence, what kind of cars companies make, what mileage and environmental standards they must meet and what large investments they are permitted to make — to recreate an industry that Mr. Obama said “actually works, that actually functions.”

Hmm, se o Estado é bom a decidir investimentos e produção, qual é a parte de dirigir companhias em que são muito maus?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Fim do mundo: não é desta!

Vale a pena ler este artigo, de Tyler Cowen, do blog Marginal Revolution, no New York Times:
In short, expansionary monetary policy and wartime orders from Europe, not the well-known policies of the New Deal, did the most to make the American economy climb out of the Depression. Our current downturn will end as well someday, and, as in the ’30s, the recovery will probably come for reasons that have little to do with most policy initiatives.


Um dos pontos que vale a pena não esquecer, é que, apesar de ajudado pelas políticas governamentais, foi o mercado que saíu da crise. A crença de que o Estado sozinho pode salvar a economia, como uma espécie de Super Homem, é completamente utópica. O mundo continuará a viver numa economia de mercado com intervenção do Estado, e, como diz Luciano Amaral no seu artigo para o jornal Meia Hora, o importante, é "limitar-se ao máximo os seus efeitos perniciosos".

Muito se tem falado também de como esta crise marca o fim da economia de mercado e o príncipio de uma nova era de um maior peso do Estado na Economia, uma espécie de novo New Deal. Convém lembrar que a política do New Deal foi uma política temporária em tempos de crise, tal como vão ser as políticas de combate a esta crise. Note-se também que tanto Barack Obama com Rahm Emanuel, nos seus primeiros discursos sobre os estímulos fiscais referiram sempre o papel do mercado, por exemplo, na política energética, e frisaram a importância da descida dos impostos sobre a classe média. Ou seja, provavemente vamos ter um nível inusitadamente alto de investimento público nos próximos anos mas não será, certamente, o fim da economia de mercado, nem um caminho para a servidão.