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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Obummer XI: Double speak ou nationalização

No New York Times:
“We don’t want government to run companies,” Mr. Obama told Tom Brokaw on “Meet the Press.” “Generally, government historically hasn’t done that very well.”

But what Mr. Obama went on to describe was a long-term bailout that would be conditioned on federal oversight. It could mean that the government would mandate, or at least heavily influence, what kind of cars companies make, what mileage and environmental standards they must meet and what large investments they are permitted to make — to recreate an industry that Mr. Obama said “actually works, that actually functions.”

Hmm, se o Estado é bom a decidir investimentos e produção, qual é a parte de dirigir companhias em que são muito maus?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tiros no Escuro

Hank Paulson, depois de esbanjar 700 mil milhões de dólares sem qualquer efeito prático, pede agora mais 800 mil milhões para injectar no mercado de crédito à habitação. Isto pouco tempo depois de dizer que não ia gastar a segunda metade dos 700 mil milhões anteriores, ou que os ia gastar para ajudar o sector financeiro comprando activos financeiros a preços inflacionados, para ajudar ao crédito ao consumo e novamente para comprar activos tóxicos, no caso do Citibank. O novo tiro no escuro é voltar a ajudar o crédito à habitação, ou seja, o tipo de políticas que lançou a crise em primeiro lugar. Algo parece muito estranho aqui.
clipped from online.wsj.com

U.S. officials pledged to pump another $800 billion into ailing credit markets, much of it directly from the Federal Reserve -- a move that makes the nation's central bank a lender to almost every corner of American life.

The Fed, whose traditional lending role has been to make emergency loans to banks, plans to purchase in coming months up to $600 billion of debt issued or backed by Fannie Mae, Freddie Mac, Ginnie Mae and Federal Home Loan Banks, all mortgage-finance businesses with close ties to the government.

 blog it

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sobre a ajuda à indústria automóvel

No seu último post, Gonçalo defende a ajuda governamental à indústria automóvel, começando por afirmar que não se trata de um bailout. Talvez estejamos em desacordo quanto a definições, mas, não vejo como é que a ajuda financeira a empresas em apuros não é um bailout.
No seu post Gonçalo refere uma notícia que se refere aos produtores de automóveis ingleses, que parece agora estar mais longe de vir a acontecer.
Gonçalo chama isto de um estímulo económico e remete-nos para um artigo, de Patrick Bolton e Joseph Farrell, que afirma:
We argue that although decentralization has advantages in finding low-cost solutions, these advantages are accompanied by coordination problems, which lead to delay or duplication of effort or both. Consequently, decentralization is desirable when there is little urgency or a great deal of private information, but it is strictly undesirable in urgent problems when private information is less important. We also examine the effect of large numbers and find that coordination problems disappear in the limit if distributions are common knowledge

Ora, no caso da indústria automóvel, pelo menos a mericana, a informação é já bastante pública há muito tempo de que esta indústria é ineficiente e já desde há muito tempo que é óbvio que esta não consegue sobreviver por si só. Por outro lado, invocar a crise do crédito para justificar um bailout para esta indústria passa ao lado do facto de que esta indústria já estava a necessitar de ajuda muito antes da crise no crédito começar.
Uma ideia, referida no link acima, seria de libertar dinheiro do Estado para ajudar a relocar os activos da GM, Ford e Chrysler, dado que, com a crise no crédito, parece ser díficil para estas empresas entrar em processo de falência normal e venderem partes eficientes dos seus activos.

Quanto à ideia de que a economia neste momento pode precisar de um estímulo remeto isso para uma análise aprofundada noutro post.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sopa dos ricos


O plano de ajuda financeira do governo norte-americano, vulgo "bail-out", começa a parecer cada vez mais uma sopa dos ricos, com a lista de empresas a juntarem-se à fila a crescer cada dia. Os últimos da fila agora são a American Express, que até mudaram a sua função para conseguir um bocado de pão.
A seguir devem vir os chamados "Big Three" de Detroit, que, com um impressionante truque de magia, passam também a empresas financeiras.

(Já repararam como ninguém na foto tem cara, ou ar, de passar fome?)