terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A legacia de Bush

Por alguma razão todos os comentadores políticos (e não só) teimam em insistir em colocar na péssima legacia de George Bush a crise económica e financeira mundial. Alguém me explica o que foi que Bush fez para contribuir para ela? Que políticas alternativas devia ter seguido mas não seguiu?

Corrupção

Vende um lugar no Senado, perdes o emprego.
Compra um lugar no Senado, ficas com ele.
Aceitam-se apostas para quem vai ser o senador mais próximo do Presidente nos próximos anos.

Sorry boss, ok boss

Se isto for verdade, é bastante embaraçoso para o governo americano. Só o facto de que um governo extrangeiro se pode dar ao luxo de ditar a política externa americana é muito embaraçoso. Que o seu primeiro-ministro se sinta à vontade para o gabar numa entrevista apenas torna os factos mais graves.
O mínimo que se exigia é um esclarecimento da secretaria de Estado americana e do gabinete da Casa Branca sobre esta afirmação de Olmert, para além de um pedido de desculpas formal pela embaixada norte-americana em Israel.

Microcrédito

O microcrédito é uma das formas de ajuda ao desenvolvimento com mais sucesso e que tem estado mais na voga desde que o prémio Nobel da Paz, combate à pobreza, luta contra o aquecimento global, etc. foi atribuido a Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank.
Agora também nós podemos contribuir para este fenómeno, emprestando dinheiro a empresários no terceiro mundo, através do site Kiva. Com este site, podemos escolher um projecto que queremos financiar, e depois receber mensagens regulares com informação do avanço do projecto até ao final do empréstimo. Uma busca no google blog search ou no technorati revela algumas histórias de "clientes", maioritariamente satisfeitos.
Deixo-vos aqui este vídeo, se estiverem interessados.

Arbitragem

Em Economia, arbitragem consiste numa operação de compra e venda de um activo com o fim de se obter lucro através da sua diferença de preços em dois mercados distintos.
A lei do mercado efience, ou a lei do preço único, preconizam que num mercado que funcione correctamente isso não pode acontecer. O argumento é que se isso for possível, então toda a gente vai comprar no mercado em que o preço é baixo, subindo o preço e vender onde o preço é alto, baixando o preço.

No entanto, isso parece funcionar no "mercado da virgindade". De facto, como se pode ver aqui, esta pode-se comprar por "apenas" $5.000. E, como se pode ver aqui, pode-se vender por (!!!) 3.7 milhões de dólares!
Será isto uma falha de mercado?

Gosto bastante desta frase de Dylan, que resume a essência da economia de mercado:
"I think me and the person I do it with will both profit greatly from the deal," Dylan told the paper.

BRAVO!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Esqueçam lá os sub-primes...

... o colapso do sistema financeiro internacional, a crise de sobre-endividamento dos países ocidentais, a culpada foi encontrada:
Manuela Ferreira Leite

Por toda a crise no mundo!

Obummer XIII: práticas anti-terroristas

Obama Signals His Reluctance to Look Into Bush Policies
The Sunday Word: Closing Guantanamo Will Have To Wait
Ficamos com esperança no entanto, que não vá tão longe como Bush espera.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Leituras Recomendadas

Jeffrey Goldberg, The World's Pornographic Interest in Jewish Moral Failure:
Okay, yesterday I was depressed. Today, I'm just pissed off. It's absolutely astonishing to me how interested the world is in Israel's failings. This is the source of a bitter but hilarious observation I once heard a Kurdish leader make: He was complaining to me that his people were cursed, and I asked him what he meant: Cursed by geography, cursed by their proximity to Kurd-hating Arabs, what? He said the Kurds were cursed because they didn't have Jewish enemies. Only with Jewish enemies would the world pay attention to their plight.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Corram às livrarias

...sigam o conselho do meu irmão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Estímulo fiscal: recomendações do FMI

Como o fazer:
Based on lessons extracted from past crises, the IMF argues that fiscal stimulus should be:

- Timely (as there is an urgent need for action),
- Large (because the drop in demand is large),
- Lasting (as the recession will likely last for some time),
- Diversified (as there is uncertainty regarding which measures will be most effective),
- Contingent (to indicate that further action will be taken, if needed),
- Collective (all countries that have the fiscal space should use it given the severity and global nature of the downturn), and
- Sustainable (to avoid debt explosion in the long run and adverse effects in the short run).