sexta-feira, 27 de março de 2009

Que bom!

Estimulámos mais do que queríamos!

Mercado negro

Dizem alguns economistas que, se o João tem um Magalhães que não lhe serve para nada e o António valoriza-o em 20€, temos uma oportunidade de transacção. E, normalmente, o mercado realizá-la-a.

Procurei no miau, mas não encontrei :(

quarta-feira, 18 de março de 2009

Legalização das Drogas

Um muito bom artigo sobre o assunto na Economist. Deixo-vos o parágrafo final:
This newspaper first argued for legalisation 20 years ago (see article). Reviewing the evidence again (see article), prohibition seems even more harmful, especially for the poor and weak of the world. Legalisation would not drive gangsters completely out of drugs; as with alcohol and cigarettes, there would be taxes to avoid and rules to subvert. Nor would it automatically cure failed states like Afghanistan. Our solution is a messy one; but a century of manifest failure argues for trying it.

Vale a pena ler na totalidade. De facto, como o artigo aponta a guerra contra as drogas tem criado custos muito maiores do que benefícios. O problema é que enquanto houver gente disposta a pagar por drogas, haverá gente disposta a cometer crimes para as providenciar. Será que não chegou finalmente altura de focar os recursos no combate ao vício e à dependência?

terça-feira, 17 de março de 2009

Esquizofrenia???

"All across the country, there are people who are working hard and meeting their responsibilities every single day, without the benefit of government bailouts or multimillion-dollar bonuses. You've got a bunch of small-business people here who are struggling just to keep their credit line open," Obama said.

"And all they ask is that everyone, from Main Street to Wall Street to Washington, play by the same rules. That is an ethic that we have to demand."
(negritos meus)
tirado daqui.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Lições de Marketing

Alguém devia explicar ao senhor Miguel Abrantes, o que é fidelização de clientes.
Ou, se calhar, ele acredita mesmo que jornais como o Financial Times ou o Wall Street Journal, distríbuidos em várias universidades de economia europeias, andam a concorrer com os gratuitos...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Regulação

Olhando para a discussão que vê nos jornais sobre a regulação do mercado financeiro, infelizmente fomentada por vários economistas, fica-se com a impressão que esta funciona como um termóstato no gabinete das agências reguladoras. Escolhe-se o nível de regulação desejado, ajusta-se o termoestáto e, como magia, já está.

Assim, temos que nos tempos do Bush o pessoal andava todo a poupar energia reguladora e decidiu manter a regulação em níveis altos. Devido a isso, o pessoal ficou todo maluco e fez asneira. A solução será, claro está, regular o termóstato para valores mais altos.

O problema é que a regulação económica é apenas um conjunto de regras. Estas regras podem ser mais ou menos apertadas, claro. Mas antes de falar em sobre-regulação ou sub-regulação, dever-se-ia talvez propor as medidas que se deviam adoptar e porquê. É que, afinal de contas, a crise começou no sector mais altamente regulado das economias modernas. Talvez, antes de pensarmos em sobre ou sub-regular, seriam bom perceber o que falhou nessa regulação.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Inserir título humorístico aqui

Teixeira dos Santos: "Não há GPS para a crise, temos de nos guiar pelas estrelas, o problema são as nuvens"

Engraçado, porque de acordo com o nosso primeiro ministro (não encontro link, mas procurar antes da recessão), o novo Keynes e Vital Moreira, parece que a solução é fácil e óbvia - Investimento público, quanto mais melhor e em todos os projectos possíveis.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um pouco mais de decência, sff

O deliberado silêncio com que a RTP recebeu a notícia de que o relatório afinal não era da OCDE revela uma obscena parcialidade política.
Ainda por cima, quando até o site oficial do PS já o "admitiu".

Sobre o "caso Freeport"

Parece que o problema maior é o timing, não o facto de o primeiro-ministro poder ter estado envolvido num acto de corrupção.
Parece que o nosso primeiro-ministro e todos os seus amigos confiam muito pouco no nosso sistema de justiça. (e no inglês)
Os ex-ministros de Sócrates já o ilibaram.
Vital Moreira, descontente com a "maciça violação" do segredo de justiça, pede mais violações.
O escrutínio dos responsáveis políticos pelos meios de comunicação chateia muito o pessoal daqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Why Paulo is Wrong

Há algum tempo atrás o economista Luigi Zingales escreveu um artigo argumentando que seria melhor deixar as empresas falir do que fazer bailouts. "Why Paulson is Wrong" rapidamente chegou à porta do gabinete do Paulo, colocado por um companheiro de gabinete. Era sabido que o Paulo concordava em geral com o artigo e não demorou muito até alguém riscar o S e o N, passando a ler-se: "Why Paulo is Wrong".

Eu sei, um programa de doutoramento é um lugar entusiasmante.

Neste post, destaco a contribuição do economista Ricardo Caballero que argumenta que o Paulo está errado em três pontos essenciais:

1. Causas da crise: Não foi política monetária.
The immediate consequence of the high demand for store-of-value instruments was a sustained decline in real interest rates. Conventional wisdom blames these low rates on loose monetary policy, but this position is difficult to reconcile with facts from the period of the so-called “Greenspan conundrum’’ – when tightening monetary policy had virtually no impact on long rates. In my view, the solution to the apparent conundrum is that low long rates were driven by the large demand for store-of-value instruments, not short-term monetary policy considerations.
2. Houve erros de política mas essencialmente cometidos depois da crise ter começado.
Early on in the crisis, there was a nagging feeling that policy was behind the curve; then came the “exemplary punishment” (of shareholders) policy of Secretary Paulson during the Bear Stearns intervention, which significantly dented the chance of a private capital solution to the problem; and finally, the most devastating blow came during the failure to support Lehman. The latter unleashed a very different kind of recession, where uncertainty ravaged all forms of explicit and implicit financial insurance markets.
3. Há espaço para a intervenção estatal através de garantias governamentais (e evitando a falência de algumas empresas).
In a nutshell, I have argued that, by now, fear has distorted the price of risk and its insurance to an extreme. In this context, it makes little sense to apply the ordinary recipe of restructuring and liquidation that works during normal times. The main role of the government should be to provide insurance against systemic events at non-Knightian prices. This recipe applies as much during as after the crisis.
Vale a pena ler o artigo todo.